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Recordo-me que na escola, no estudo da biologia, descobri que os seres naturais, em função dos seus caracteres comuns se distribuem em três reinos: animal, vegetal e mineral.
A diferença para outras divisões, especialmente políticas e territoriais, é que os três reinos da natureza sempre conviveram em harmonia porque cada um dos seus elementos sabe a qual pertence.
Fieis à hipótese ou teoria Gaia, dificilmente se pode estabelecer se um dos três reinos é mais importante que os outros, ainda que os seres humanos, de natureza “miradoura do seu umbigo”, pensam que o reino animal é o único que merece a categoria de império.
Do ponto de vista da língua, no entanto, o reino vegetal é o que nos dá mais dores de cabeça.

Vejamos.
Na língua francesa temos um falso amigo: “les legumes”.
No masculino são a verdura (e verdura com batatas, por exemplo), pelo que é frequente ver, em traduções dessa língua, legumes onde deveria haver verduras.
No entanto, há que extremar a guarda com o inglês, idioma no qual as verduras se chamam vegetais.
Eis outro falso amigo que avança sem contemplações pelos nossos territórios linguísticos.
Quem é que não ouviu ou não leu expressões do tipo “um bife com guarnição de verduras ou vegetais”?
Ou arroz de vegetais, vegetais cozidos, vegetais ao vapor …

É o caso da tempura, prato japonês de ascendência portuguesa, que um professor de Taiwan denominava de “fritura de mariscos e vegetais”, quando efectivamente deveria ser “fritura de mariscos e verduras”.
Se nos deixamos embalar pelo artifício dos vegetais ingleses, qualquer dia, em lugar de ‘verduras e batatas com robalo ao sal e estufado de rabo de boi, servir-nos-ão vegetais com batatas, animal ao mineral e estufado de rabo de animal.
E entre tanto animal, acabaremos sem saber o que comemos.
Pela nossa segurança.
A diferença para outras divisões, especialmente políticas e territoriais, é que os três reinos da natureza sempre conviveram em harmonia porque cada um dos seus elementos sabe a qual pertence.
Fieis à hipótese ou teoria Gaia, dificilmente se pode estabelecer se um dos três reinos é mais importante que os outros, ainda que os seres humanos, de natureza “miradoura do seu umbigo”, pensam que o reino animal é o único que merece a categoria de império.
Do ponto de vista da língua, no entanto, o reino vegetal é o que nos dá mais dores de cabeça.

Vejamos.
Na língua francesa temos um falso amigo: “les legumes”.
No masculino são a verdura (e verdura com batatas, por exemplo), pelo que é frequente ver, em traduções dessa língua, legumes onde deveria haver verduras.
No entanto, há que extremar a guarda com o inglês, idioma no qual as verduras se chamam vegetais.
Eis outro falso amigo que avança sem contemplações pelos nossos territórios linguísticos.
Quem é que não ouviu ou não leu expressões do tipo “um bife com guarnição de verduras ou vegetais”?
Ou arroz de vegetais, vegetais cozidos, vegetais ao vapor …

É o caso da tempura, prato japonês de ascendência portuguesa, que um professor de Taiwan denominava de “fritura de mariscos e vegetais”, quando efectivamente deveria ser “fritura de mariscos e verduras”.
Se nos deixamos embalar pelo artifício dos vegetais ingleses, qualquer dia, em lugar de ‘verduras e batatas com robalo ao sal e estufado de rabo de boi, servir-nos-ão vegetais com batatas, animal ao mineral e estufado de rabo de animal.
E entre tanto animal, acabaremos sem saber o que comemos.
Pela nossa segurança.
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1 comentário:
Sim, a relva é verdura. Os clubes de futebol vão optar pela sintética para que o povo coma a outra (acompanhada de bife ou não). Que venham os impostos seguintes!!
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