
Há que alimentar a besta.
A sua última indigestão, em forma de empréstimos-lixo desembocada em crise económica mundial sem precedentes, provocou-lhe uma ligeira baixa de açúcar que agora se apresta a dissolver com o mesmo menu que gerou a turbação.
Os mercados financeiros, a economia irreal povoada de especuladores e agências de “rating” (que falharam escandalosamente), culpadas de nos terem levado à beira da bancarrota mundial pela engenharia financeira e o artifício dos balanços, pedem sangue dos que todavia resistem a solucionar os problemas que o bicho gera, sem fazer pagar aos mais débeis.
Os uivos na noite dos grandes fundos de investimento, controlados por quem faz a vida impossível a milhões, alertaram os seus guardiões diurnos.
Fieis aos seus amos, fizeram os telefonemas necessários, pressionaram sobre as pessoas adequadas e a nova vítima estava sobre o altar do sacrifício.

O modelo português para sair da crise, a cruzada que Sócrates (e Teixeira dos Santos) estava a armar para demonstrar que há formas diferentes de afrontar um mesmo problema, faliu e é história.
Ao chefão do Executivo faltaram-lhe estacas para atravessar os gelados corações dos que só entendem de frios números.
A protecção social era uma presa demasiado suculenta para os moradores das arenas bolsistas, que além disso, poderiam ameaçar o império do medo se se demonstrava capaz de sobreviver a estes tenebrosos tempos em que estamos afundados.
Chegada a hora da verdade, a esquerda encontra-se ante um dilema quase mais terrífico que as hordas que enfrenta.
Vencido o Governo socialista português ante a ofensiva dos que não consideram os Estados parte neste jogo do dinheiro e mais dinheiro, os sindicatos apresentam-se como a última barreira de contenção ante o bacanal liberal.
São os únicos que podem estragar a festa dos que sempre estão sedentos.

Aos que nunca têm bastante.
As suas decisões dos próximos tempos (dias) não só marcarão a actualidade política do nosso país nos meses que se seguem.
Também serão um barómetro para pulsar se os ideais do “Estado de Bem-estar” (???) continuam vigentes.
Não vão definir uma estratégia para amedrontar este Governo.
Têm que ser conscientes de que a sua luta vai para além de nossas fronteiras e que o inimigo é invisível.
Sócrates (e Teixeira dos Santos) manteve um pulso feroz contra um mundo governado a partir dos andares nobres dos arranha-céus repartidos por todo o globo.
Contra personagens que ditam as suas leis ante monitores de computador que são o novo tabuleiro de jogo mundial.
Mudaram os exércitos por enormes quantidades de dinheiro.
Menos aparatosos, o dobro de efeito.
Os países mais desenvolvidos, incluindo os que dizem contar com governos de esquerda, olham para outro lado enquanto a turba ou matilha se banqueteia com os mais débeis.
Esta semana calhou-nos a nós.

A besta queria o seu dia.
O que durante todo este tempo de crise foi um sistema de mais ou menos protecção social que não se resignava, que não queria entregar-se, agora converte-se em boca dos porta-vozes do capital em erro garrafal e falta de visão.
Sócrates o “Pio Crente” (e Teixeira dos Santos) sempre esteve, teimosamente, convicto de que podia demonstrar ao mundo que outra política económica era possível.
Que também podia globalizar o sistema da Segurança Social, subsídios de desemprego, rendimento de inserção e não só o movimento livre de capitais destinados a especular com o futuro dos países.
Era demasiado bonito para ser verdade … ou demasiado perigoso para os grandes interesses dos grandes e poderosos.
Um dia talvez será.
.
A sua última indigestão, em forma de empréstimos-lixo desembocada em crise económica mundial sem precedentes, provocou-lhe uma ligeira baixa de açúcar que agora se apresta a dissolver com o mesmo menu que gerou a turbação.
Os mercados financeiros, a economia irreal povoada de especuladores e agências de “rating” (que falharam escandalosamente), culpadas de nos terem levado à beira da bancarrota mundial pela engenharia financeira e o artifício dos balanços, pedem sangue dos que todavia resistem a solucionar os problemas que o bicho gera, sem fazer pagar aos mais débeis.
Os uivos na noite dos grandes fundos de investimento, controlados por quem faz a vida impossível a milhões, alertaram os seus guardiões diurnos.
Fieis aos seus amos, fizeram os telefonemas necessários, pressionaram sobre as pessoas adequadas e a nova vítima estava sobre o altar do sacrifício.

O modelo português para sair da crise, a cruzada que Sócrates (e Teixeira dos Santos) estava a armar para demonstrar que há formas diferentes de afrontar um mesmo problema, faliu e é história.
Ao chefão do Executivo faltaram-lhe estacas para atravessar os gelados corações dos que só entendem de frios números.
A protecção social era uma presa demasiado suculenta para os moradores das arenas bolsistas, que além disso, poderiam ameaçar o império do medo se se demonstrava capaz de sobreviver a estes tenebrosos tempos em que estamos afundados.
Chegada a hora da verdade, a esquerda encontra-se ante um dilema quase mais terrífico que as hordas que enfrenta.
Vencido o Governo socialista português ante a ofensiva dos que não consideram os Estados parte neste jogo do dinheiro e mais dinheiro, os sindicatos apresentam-se como a última barreira de contenção ante o bacanal liberal.
São os únicos que podem estragar a festa dos que sempre estão sedentos.

Aos que nunca têm bastante.
As suas decisões dos próximos tempos (dias) não só marcarão a actualidade política do nosso país nos meses que se seguem.
Também serão um barómetro para pulsar se os ideais do “Estado de Bem-estar” (???) continuam vigentes.
Não vão definir uma estratégia para amedrontar este Governo.
Têm que ser conscientes de que a sua luta vai para além de nossas fronteiras e que o inimigo é invisível.
Sócrates (e Teixeira dos Santos) manteve um pulso feroz contra um mundo governado a partir dos andares nobres dos arranha-céus repartidos por todo o globo.
Contra personagens que ditam as suas leis ante monitores de computador que são o novo tabuleiro de jogo mundial.
Mudaram os exércitos por enormes quantidades de dinheiro.
Menos aparatosos, o dobro de efeito.
Os países mais desenvolvidos, incluindo os que dizem contar com governos de esquerda, olham para outro lado enquanto a turba ou matilha se banqueteia com os mais débeis.
Esta semana calhou-nos a nós.

A besta queria o seu dia.
O que durante todo este tempo de crise foi um sistema de mais ou menos protecção social que não se resignava, que não queria entregar-se, agora converte-se em boca dos porta-vozes do capital em erro garrafal e falta de visão.
Sócrates o “Pio Crente” (e Teixeira dos Santos) sempre esteve, teimosamente, convicto de que podia demonstrar ao mundo que outra política económica era possível.
Que também podia globalizar o sistema da Segurança Social, subsídios de desemprego, rendimento de inserção e não só o movimento livre de capitais destinados a especular com o futuro dos países.
Era demasiado bonito para ser verdade … ou demasiado perigoso para os grandes interesses dos grandes e poderosos.
Um dia talvez será.
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