
Nesta realidade virtual chamada Ocidente, proliferam programas televisivos nos quais a atracção pelo patético, o insulto e a desfaçatez polimorfa reflectem-se diariamente no(s) espelho(s) das nossas salas.
São espaços nos quais a integridade se sustem mediante a pronuncia de um vocábulo omnipotente e ubíquo – a palavra em questão parece deambular por todos os canais e em muitas bocas à vez -, um advérbio prodigioso cuja silabação propicia a catarse colectiva: presumivelmente.
Nós os espectadores podemos decidir como desfrutar do nosso tempo ante os televisores e utilizar o controlo remoto como melhor nos convenha; não obstante e no caso concreto de Portugal, o problema é que a chavasquice, a artimanha e o delito são formas próprias da nossa tradição picaresca, mais ou menos romanceada, que se adentram no subconsciente reservando qualidades antiquadas, por exemplo, o esforço intelectual e o respeito.

Existe uma qualquer entidade sobre conteúdos televisivos que não sei, nem penso tentar saber, cujos princípios básicos são sistematicamente espezinhados pelas cadeias, inclusivamente aqueles espaços que pareciam manter-se afastados destas frustrações sociais - questões insubstanciais quanto ao seu valor e não tanto, no tocante ao dano que geram -, programas que não respondiam à provocadora guerra de audiências, agora representam, sob o meu ponto de vista, exemplos evidentes deste momento social em que o comércio o satura todo.

Refiro-me aos telejornais, esses espaços cujos conteúdos se introduzem, sibilinamente, nas nossas casas.
Em tempos pretéritos os noticiários tentavam mostrar a actualidade nacional e internacional com rigor informativo.
Presentemente, pouco resta daquele halo de prestígio que irradiavam, pois sucumbiram à astúcia do marketing das operações comerciais.
Neles aparecem notícias próprias de programas do coração, mostram-se corpos destroçados por bombas e metralha, alimentam-se os temores da população criando alarmes desnecessários, dedicam grande parte do seu tempo e do nosso à promoção de produtos ou serviços e a introduzir nas nossas casas modelos e estrelas do cinema a quem imitar, chegando incluso a fazer eco de grosseiras montagens recolhidas na Internet.

A quase ninguém parece importar.
Há tanto tempo que formam parte da nossa quotidiana existência que apenas nos precatamos dos conteúdos que mostram.
VIVA A ERA DIGITAL E BEM-VINDOS A ELA!!!
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São espaços nos quais a integridade se sustem mediante a pronuncia de um vocábulo omnipotente e ubíquo – a palavra em questão parece deambular por todos os canais e em muitas bocas à vez -, um advérbio prodigioso cuja silabação propicia a catarse colectiva: presumivelmente.
Nós os espectadores podemos decidir como desfrutar do nosso tempo ante os televisores e utilizar o controlo remoto como melhor nos convenha; não obstante e no caso concreto de Portugal, o problema é que a chavasquice, a artimanha e o delito são formas próprias da nossa tradição picaresca, mais ou menos romanceada, que se adentram no subconsciente reservando qualidades antiquadas, por exemplo, o esforço intelectual e o respeito.

Existe uma qualquer entidade sobre conteúdos televisivos que não sei, nem penso tentar saber, cujos princípios básicos são sistematicamente espezinhados pelas cadeias, inclusivamente aqueles espaços que pareciam manter-se afastados destas frustrações sociais - questões insubstanciais quanto ao seu valor e não tanto, no tocante ao dano que geram -, programas que não respondiam à provocadora guerra de audiências, agora representam, sob o meu ponto de vista, exemplos evidentes deste momento social em que o comércio o satura todo.

Refiro-me aos telejornais, esses espaços cujos conteúdos se introduzem, sibilinamente, nas nossas casas.
Em tempos pretéritos os noticiários tentavam mostrar a actualidade nacional e internacional com rigor informativo.
Presentemente, pouco resta daquele halo de prestígio que irradiavam, pois sucumbiram à astúcia do marketing das operações comerciais.
Neles aparecem notícias próprias de programas do coração, mostram-se corpos destroçados por bombas e metralha, alimentam-se os temores da população criando alarmes desnecessários, dedicam grande parte do seu tempo e do nosso à promoção de produtos ou serviços e a introduzir nas nossas casas modelos e estrelas do cinema a quem imitar, chegando incluso a fazer eco de grosseiras montagens recolhidas na Internet.

A quase ninguém parece importar.
Há tanto tempo que formam parte da nossa quotidiana existência que apenas nos precatamos dos conteúdos que mostram.
VIVA A ERA DIGITAL E BEM-VINDOS A ELA!!!
09JUN2010
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3 comentários:
"Noticiários tentavam mostrar a actualidade nacional e internacional com rigor informativo", tá bem tá, o que eles mostram é a voz do seu dono. Vêm com a treta do rigor apenas para enganar e enganar-se (é o que lhes ensinam na Universidade).
Táxi Pluvioso
O que mostram, para além dos dentes do dono, são o inexorável fim de "nós".
(rsrsrs)
Interessante esta abordagem sobre este antigo problema e ao mesmo tempo atualíssimo, já que apontado como problema não se buscou ou se busca soluções. Os noticiários sempre foram instrumento do poder exercido. Informam o que convem como querem e pronto. Temos discernimento para filtrar? Nem sempre, nem todos. E assim...
Deixo um abraço, vou-me daqui por hoje.
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