Indira Gandhi passeou-o pelo mundo, a literatura nunca deixou de romantizá-lo e os turistas levam-no de recordação sabendo antecipadamente que nunca o vestirão.
Mas o sari, o tecido que vestiu as mulheres do subcontinente indiano durante milénios, encontra-se em perigo de extinção.
As jovens urbanas das cidades como Dili ou Bombaim consideram-no próprio de avós e telenovelas televisivas.
A moda manda.
Vestem gangas e calças ajustadas.
Seria triste que o sari terminasse como o qipao chinês ou o aodai vietnamita, outros dos elegantes vestidos de mulher que ficaram praticamente reduzidos ao cinema, considerados mais um disfarce que uma vestimenta.
A situação da indústria não convida ao optimismo.
Em Kanjeevarams, Kancheepuram ou Conjeevaram, um dos centros de fabrico tradicionais, as 22 cooperativas que se dedicavam à sua elaboração ficaram reduzidas para metade em tão só seis anos.
As encomendas caíram 70%.
O sari passou a engrossar a lista das vítimas da McDonalização do mundo (globalização, chamam-lhe alguns).
Trata-se da consistência com que a cultura ocidental consegue exportar o pior de si mesma, sem que ponha similar empenho em exportar o melhor.
O resultado é um mundo cada vez mais fastidioso e homogéneo em que todos, desde Tonga a Setúbal, comemos o mesmo, vamos a idênticos centros comerciais, vemos os mesmos filmes e vestimos a mesma roupa.
Dizem que é o preço a pagar pelo progresso, mas ninguém acaba por entender porque não pode a Índia modernizar a sua economia e que as suas mulheres continuem a vestir o sari, que entre outras coisas, adapta-se muito melhor ás condições climáticas locais.
Banguecoque converteu-se numa urbe moderna sem derrubar os seus bazares e trocá-los por horríficos centros comerciais.
Levar a escola ao campo cambodjano, tem que supor que as crianças bebam coca cola em lugar de sumo de coco?
As intenções de resistir à McDonalização são poucas e podem cair na futilidade.
Mas o sari, o tecido que vestiu as mulheres do subcontinente indiano durante milénios, encontra-se em perigo de extinção.
As jovens urbanas das cidades como Dili ou Bombaim consideram-no próprio de avós e telenovelas televisivas.
A moda manda.
Vestem gangas e calças ajustadas.
Seria triste que o sari terminasse como o qipao chinês ou o aodai vietnamita, outros dos elegantes vestidos de mulher que ficaram praticamente reduzidos ao cinema, considerados mais um disfarce que uma vestimenta.
A situação da indústria não convida ao optimismo.
Em Kanjeevarams, Kancheepuram ou Conjeevaram, um dos centros de fabrico tradicionais, as 22 cooperativas que se dedicavam à sua elaboração ficaram reduzidas para metade em tão só seis anos.
As encomendas caíram 70%.
O sari passou a engrossar a lista das vítimas da McDonalização do mundo (globalização, chamam-lhe alguns).
Trata-se da consistência com que a cultura ocidental consegue exportar o pior de si mesma, sem que ponha similar empenho em exportar o melhor.
O resultado é um mundo cada vez mais fastidioso e homogéneo em que todos, desde Tonga a Setúbal, comemos o mesmo, vamos a idênticos centros comerciais, vemos os mesmos filmes e vestimos a mesma roupa.
Dizem que é o preço a pagar pelo progresso, mas ninguém acaba por entender porque não pode a Índia modernizar a sua economia e que as suas mulheres continuem a vestir o sari, que entre outras coisas, adapta-se muito melhor ás condições climáticas locais.
Banguecoque converteu-se numa urbe moderna sem derrubar os seus bazares e trocá-los por horríficos centros comerciais.
Levar a escola ao campo cambodjano, tem que supor que as crianças bebam coca cola em lugar de sumo de coco?
As intenções de resistir à McDonalização são poucas e podem cair na futilidade.
CONTINUA ...
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2 comentários:
Concordo...
As nossas mulheres têm o xaile preto para exportar.
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