
Os golpes de sorte por vezes escondem a devastação que nos liquida.
De vez enquando alguém recorda-se desses ganhadores que embolsaram prémios mastodônticos e a reportagem comove-nos porque descobrimos que a má conduta desses triunfadores arrastou-os à miséria.
Delapidar um jorro de milhões, de um dia para o outro, não deve ser tarefa fácil.
Ante a avalanche milionária a mioleira trespassa-se, passa-se dos carretos, entra em ebulição e finaliza numa sinfonia de uivos que não pressagiam nada de bom.
O caso mais apelativo foi o de um inglês chalado.
Derreteu 15 milhões de euros em carros, jogo, pu**s e droga.

Este mancebo de inquietudes dispersas nem sequer tomou a santa precaução de “atar” dois ou três milhõeszitos a um “local” (leia-se depósito) fixo por prudência.
Agora sobrevive graças a um magro subsídio.
Por isso ainda ninguém sabe, todavia, se as riquezas que encontraram no subsolo do Afeganistão são uma bênção ou uma maldição, ainda que suspeite que acertamos se jogarmos com a última.
Se um deserto pedregoso onde só florescem as papoilas do ópio é a terra de Mad Max, ao reconvertê-lo num provável El Dorado de lítio, ferro e outros minerais, quiçá os actuais problemas crescerão segundo emerja a riqueza escondida debaixo da terra.

Se já eram corruptos, agora as corrupções multiplicaram-se; se estavam divididos em tribos e clãs, agora as divisões aumentaram; se facturavam golpes baixos nas eleições, agora a fraude eleitoral será perpétua.
Uma sociedade em plena decomposição, com uma injecção de investimentos suculentos, tão só pode atingir a overdose e continuar a morrer.
A cobiça desborda-se sempre com a abundância de dinheiro.
E o mulah Omar, em vez de fugir a sete pés de um ciclomotor asmático, agora cavalgará sobre uma Harley-Davidson.
De vez enquando alguém recorda-se desses ganhadores que embolsaram prémios mastodônticos e a reportagem comove-nos porque descobrimos que a má conduta desses triunfadores arrastou-os à miséria.
Delapidar um jorro de milhões, de um dia para o outro, não deve ser tarefa fácil.
Ante a avalanche milionária a mioleira trespassa-se, passa-se dos carretos, entra em ebulição e finaliza numa sinfonia de uivos que não pressagiam nada de bom.
O caso mais apelativo foi o de um inglês chalado.
Derreteu 15 milhões de euros em carros, jogo, pu**s e droga.

Este mancebo de inquietudes dispersas nem sequer tomou a santa precaução de “atar” dois ou três milhõeszitos a um “local” (leia-se depósito) fixo por prudência.
Agora sobrevive graças a um magro subsídio.
Por isso ainda ninguém sabe, todavia, se as riquezas que encontraram no subsolo do Afeganistão são uma bênção ou uma maldição, ainda que suspeite que acertamos se jogarmos com a última.
Se um deserto pedregoso onde só florescem as papoilas do ópio é a terra de Mad Max, ao reconvertê-lo num provável El Dorado de lítio, ferro e outros minerais, quiçá os actuais problemas crescerão segundo emerja a riqueza escondida debaixo da terra.

Se já eram corruptos, agora as corrupções multiplicaram-se; se estavam divididos em tribos e clãs, agora as divisões aumentaram; se facturavam golpes baixos nas eleições, agora a fraude eleitoral será perpétua.
Uma sociedade em plena decomposição, com uma injecção de investimentos suculentos, tão só pode atingir a overdose e continuar a morrer.
A cobiça desborda-se sempre com a abundância de dinheiro.
E o mulah Omar, em vez de fugir a sete pés de um ciclomotor asmático, agora cavalgará sobre uma Harley-Davidson.
17JUN2010
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3 comentários:
É triste, mas é vero, meu caro: "quem nunca comeu mel, quando come, se lambusa". O esbaldar-se faz parte da cultura emergente, e é desse jeito que eles morrem: afundados na miséria. Quando não material, espiritual. ;)
Mas por outro lado alguns pensadores que se dedicam a refletir sobre isso, afirmam que só após o auge da crise pode surgir um novo paradigma. Quem sabe, então, não no nosso tempo, mas em breve algo novo e rico possa surgir.
Vai suceder a mesma coisa a Portugal, quando for para o mar, como lidera Cavaco, e descobrir tesouros arábicos.
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