
O general De Gaule dizia que a França tinha sido feita por mais de 40 reis e muitos séculos pelo meio ambiente; uma vez ironizou dizendo que era impossível governar um país que tinha mais de 200 variedades de queijos.
Lembrei-me desta referência gaulista ao contemplar a variedade de vinhos de qualidade que se produzem num país onde ainda não há muitos anos só era capaz de produzir álcoois para carroceiros.
Talvez houvesse uma excepção nalgum espumante.
Mas tudo o resto era um simples vinho de mesa e nos últimos anos completou-se o "ramalhete" com rolha de plástico.

Muitos vinhos de qualidade vão ser elaborados na vindima que está agora a ser feita.
Um dos parâmetros para medir o progresso destes últimos anos é a quantidade de vinhos de qualidade que se engarrafam em adegas grandes ou pequenas.
Outra coisa é como se conquistam novos mercados.
Este prólogo é para falar da maturidade outonal que se encontra nos odores eternos dos frutos, da terra, das árvores, de tudo o que das mais diversas maneiras se preparou para ser recolhido ou para perder-se no inexorável ciclo vegetal que nasceu com a Primavera.

Flutua em todos os espaços vinícolas um inconfundível olor a mosto.
Desprende-se dos caminhos vicinais, dos caminhos locais salpicados de lodosas cubas efémeras, das prensas que devoram os cangaços enquanto separam a aguardente dos “sumos vegetais” sem fermentar.
É um perfume festivo, ambiental, que se inicia nas próprias vinhas que exigem ser despojadas das uvas antes que a putrefacção se assenhoreie dos cachos.
Exalam os galhos.
É um olor ácido, iracundo, tonteante.
Lembrei-me desta referência gaulista ao contemplar a variedade de vinhos de qualidade que se produzem num país onde ainda não há muitos anos só era capaz de produzir álcoois para carroceiros.
Talvez houvesse uma excepção nalgum espumante.
Mas tudo o resto era um simples vinho de mesa e nos últimos anos completou-se o "ramalhete" com rolha de plástico.

Muitos vinhos de qualidade vão ser elaborados na vindima que está agora a ser feita.
Um dos parâmetros para medir o progresso destes últimos anos é a quantidade de vinhos de qualidade que se engarrafam em adegas grandes ou pequenas.
Outra coisa é como se conquistam novos mercados.
Este prólogo é para falar da maturidade outonal que se encontra nos odores eternos dos frutos, da terra, das árvores, de tudo o que das mais diversas maneiras se preparou para ser recolhido ou para perder-se no inexorável ciclo vegetal que nasceu com a Primavera.

Flutua em todos os espaços vinícolas um inconfundível olor a mosto.
Desprende-se dos caminhos vicinais, dos caminhos locais salpicados de lodosas cubas efémeras, das prensas que devoram os cangaços enquanto separam a aguardente dos “sumos vegetais” sem fermentar.
É um perfume festivo, ambiental, que se inicia nas próprias vinhas que exigem ser despojadas das uvas antes que a putrefacção se assenhoreie dos cachos.
Exalam os galhos.
É um olor ácido, iracundo, tonteante.
... CONTINUA
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