O VIDEIRINHO

quarta-feira, outubro 06, 2010

SARAMAGO NÃO MORREU

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José Saramago morreu como viveu: polémico, contundente, sem unanimidades.

No seu Portugal natal – abrangendo Espanha, a qual também considerava o seu país – despertou amores e ódios extremos, incluso no dia do seu funeral.

Nesse dia, Cavaco Silva estava de férias…

E é uma porra a morte não escolher dias … mas … férias são férias e a morte de um Nobel é só mais uma morte.




Quando um douto erudito morre assim, sem fervores unânimes, só se deve a uma razão: a sua criação está viva; como autor, ainda está mais longevo.

Apesar dos seus 87 anos, apesar da sua morte física.

Para muitos leitores jovens, Saramago é só o autor de “Ensaio sobre a cegueira”, ou do “Evangelho Segundo Jesus Cristo”, que foram os seus “best seller”.



Recomendo vivamente que completem o vosso conhecimento com obras mais anteriores, pelas quais, há muitos anos, começou a ser conhecido, como o “Memorial do Convento” ou “O ano da morte de Ricardo Reis”.

Nesta última, encontrareis Saramago unido a outro grande escritor, o poeta Fernando Pessoa.

Uma mescla que fará amar ainda mais os livros.

02JUL2010

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1 comentário:

Táxi Pluvioso disse...

Por acaso, tenho "ler Saramago" na minha lista de coisas a fazer depois de morto.