.
O que sabemos do amor?
Não sabemos nada e
o que vamos aprendendo seguramente que chega o momento ou a pessoa que to
desmonta com insultante facilidade.
Com o que te custou, a ti aprender aquilo
dia a dia, “gaja”a “gaja”, experiência atrás de experiência intoxicando-te com
os pós do caminho, no caminho ou no hotelzeco do lado do caminho.
Bem, eu
queria fazer uma reflexão profunda e não vou ser capaz.
É preferível falar de
desamor.
Se a experiência é a mãe da ciência, disso saberemos todos muito, que a
maioria vai deixar de nos amar, ou desprezar-nos, ou ignorar-nos (isto pode
ser pior) que cativar o nosso ser e a sua armadura.
Desamar alguém, será como
mínimo deixar de amá-lo e tão-pouco há-ser ser uma má notícia se há amores que
matam, que os há, ainda que a pouco e pouco.
Desamor como desafecto,
desinteresse, interrupção.
Quando amavas
– que, segundo dizem os entendidos, é um estado parecido a uma doença, uma
febre ou um estado de desconexão mental transitória; bem dito está desconectado
como o acto de se meter ou de se surpreender dentro do outro, na sua vida, no seu contexto, nas suas coisas, nos
seus sentimentos e ilusões – pensavas: “onde
estará, com quem, que estará a fazer, estará bem, a pensar em mim,
escrevendo-me…?, e recordas a última vez que @ viste e a anterior e a próxima e
a viagenzita e as mini-férias…” que terno redundará se és correspondid@,
como quando dizes (ao telemóvel): “quero-te” e respondem-te “eu mais”, “eu bem mais”, “desliga
tu”, “não tu…”.
Por sorte (não acho que seja nenhuma sorte) que desenamorar-se
será sinônimo de desalienar-se, de voltar ás tuas trincheiras.
Não confundir
com o ódio, que dizem estar a um passo do amor e pode ser a mais feia das suas
caras, a paixão mas empenhada em fazer dano em lugar do bem, porque caminhas pensando
constantemente no outro mas para lhe lixares a família.
Deixemos isto para
outras núpcias.
‘Desenamoro-me’ como um verbo reflexivo porque eu mesmo o provoco?
Quiçá pudesse forçar-se como qualquer gesto ou atitude, mas o ‘desenamoramento’ mais duradouro (que é que para o que tende o desamor, ao invés do seu oposto) e de mais garantia, é o que ocorre só, mas se, sem que ninguém o ajude ou o remedie.
Já não te recordas do outro, já não te vem à cabeça, já te é igual o que esteja a fazer ou com quem; isto se não o vês, se te desenamoras enquanto convives com ele acabará mais e mais embaraçoso, porque por alguma razão, ou por muitas ou por nenhuma, já incomodar-te-á a sua presença, o seu cheiro, a sua conversa fiada, os seus peidos (se nalgum momento rompeste essa barreira da intimidade, do som e dos olores) atingindo a fase na que já não te “aquenta nem te arrefenta” – isto é grave -, nem bom nem mau – que o é tanto ou mais –“.
‘Desenamoro-me’ como um verbo reflexivo porque eu mesmo o provoco?
Quiçá pudesse forçar-se como qualquer gesto ou atitude, mas o ‘desenamoramento’ mais duradouro (que é que para o que tende o desamor, ao invés do seu oposto) e de mais garantia, é o que ocorre só, mas se, sem que ninguém o ajude ou o remedie.
Já não te recordas do outro, já não te vem à cabeça, já te é igual o que esteja a fazer ou com quem; isto se não o vês, se te desenamoras enquanto convives com ele acabará mais e mais embaraçoso, porque por alguma razão, ou por muitas ou por nenhuma, já incomodar-te-á a sua presença, o seu cheiro, a sua conversa fiada, os seus peidos (se nalgum momento rompeste essa barreira da intimidade, do som e dos olores) atingindo a fase na que já não te “aquenta nem te arrefenta” – isto é grave -, nem bom nem mau – que o é tanto ou mais –“.
E se em tudo isto não há quem o controle
ou o remedie, que somos, vítimas da casualidade, do destino, da inércia, o
capricho e a sem-razão?
Faremos o possível então para não nos apaixonarmos nunca?
Talvez o amor se desvaneça para que nos vamos apaixonando de outros se não
fôssemos capazes de amar mais do que um pouco e a um só de cada vez.
Que, para
que tudo resulte equilibrado há quem nem se apaixonou nem nunca se apaixonar-se-á
mas cruza-se com frequência com aqueles que vivem permanente apaixonados
inclusive de alguém que não sejam eles mesmos.
.



4 comentários:
Não percebi nada, juro que não. Foste algo confuso a escrever ou então, há no que escreveste um turbilhão tão grande, de amor, desamor e ódio, que tudo se mistura e eu não consigo apanhar-lhe a ponta para ir desenrolando, e saboreando devagarinho.
O que sabemos do amor? Perguntas, eu acho que nada, ou pouco. Cada amor é único mas, há uma coisa que sei: só há um que fica, que ganha raízes e nunca mais se consegue arrancar do coração. Não conseguimos nem tão pouco aflorar o desamor mesmo que esse amor esteja longe. Passam dias, anos, e a cada momento esse amor está presente, e ocorre-nos todas as perguntas que escreveste, como se ainda estivéssemos no tal estado de “desconexão mental”. Este é o amor, o "nosso amor", aquele que nos acompanhará até sempre.
Margarida
Anónimo
(Margarida, peço desculpa, mas não consigo sintonizar a minha antena))
Penso e suponho não andar longe da verdade (ainda que seja só a minha verdade),que o amor é peculiar e inusitado, e depende da cada um, acho que há gente que não tem capacidade para se apaixonar em absoluto, ainda que viva toda a vida com alguém, e outros há que têm essa capacidade desbordada e, perdem a razão, e até perderiam a vida pelo seu amado/a, amados/as; há de tudo no amor.
(Morrer de amor, não estará deslocado? Então morra-se de desamor!!!)
Sem dinheiro não há amor.
Enviar um comentário