O VIDEIRINHO

terça-feira, março 04, 2014

SEM TECTO

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Flutuei a uns cinquenta metros por cima dos telhados da cidade, rodeado de “desalmofadas” de nuvens baixas e vapores altos que emergiam das cozinhas dos matadores. 

Certamente, para os que me olhavam a partir do solo, eu parecia um anjo gigante ou um morcego desperto, capaz de desafiar a luz do sol e as colunas de ar turbulento que fervilhavam trepando para o infinito. 

Em pouco tempo vi uma formosa mulher nua sobre uma cama numa habitação destelhada.

 

Desci para o seu lado, sem pensar, imaginando que estava adormecida. 

Pensei em dizer-lhe algo, mas ela despertou de repente; ao ver-me, sorriu perversamente e disse uma data de obscenidades. 

Tardei muito a reagir, a criatura tinha-me aprisionado com a sua teia de aranha; nasceram-lhe oito patas e dois caninos gigantescos. 

Naquele instante compreendi porque os homens voadores do meu país nunca descem a uma casa sem telhado.

Nota: 
Mulheres que não aceitam homens voadores para que dormem nuas?
Os homens que voam, são as delícias das mulheres...
Não concordam???


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1 comentário:

Táxi Pluvioso disse...

Que voam, mas em primeira classe, que é sinal de terem massa.