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Não gosto de ver como as ondas morrem nas rochas.
Sei que me direis que não é assim, que não morrem, chocam contra elas, mordem-nas, abrem-lhes as pernas, empapam-nas e retornam para trás para regressar, desta vez nas entranhas de ondas maiores, mais famintas.
Tenho-o escutado tantas vezes…
Mas cada vez que as vejo arrojando-se contra as rochas, creio (e faço-o firmemente) que morrem.
Aproximam-se de nós para morrer.
Dói-me saber que sou o único que as oiço gritar enquanto se retorcem junto à rocha e ejaculem a sua última espuma.
Posso então enrolar um cigarro, ver subir o fumo até ás ensolaradas asas das gaivotas e limpar o suor salgado da minha fronte mas os meus pensamentos sempre serão irrecuperáveis, como as ondas, naquelas pedras lá em baixo que em silêncio, dizem mais do que toda a nossa verborreia de observadores cegos da natureza.
Sei que me direis que não é assim, que não morrem, chocam contra elas, mordem-nas, abrem-lhes as pernas, empapam-nas e retornam para trás para regressar, desta vez nas entranhas de ondas maiores, mais famintas.
Tenho-o escutado tantas vezes…
Mas cada vez que as vejo arrojando-se contra as rochas, creio (e faço-o firmemente) que morrem.
Aproximam-se de nós para morrer.
Dói-me saber que sou o único que as oiço gritar enquanto se retorcem junto à rocha e ejaculem a sua última espuma.
Posso então enrolar um cigarro, ver subir o fumo até ás ensolaradas asas das gaivotas e limpar o suor salgado da minha fronte mas os meus pensamentos sempre serão irrecuperáveis, como as ondas, naquelas pedras lá em baixo que em silêncio, dizem mais do que toda a nossa verborreia de observadores cegos da natureza.
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1 comentário:
Há na visão que aqui nos é oferecida, uma pungência rara...
Gostei muito da emoção!
Parabéns!
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