O VIDEIRINHO

quinta-feira, setembro 17, 2009

ADORAÇÕES

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Uma das luvas brancas que Michael levou no seu casamento com Debbie Rowe, que por certo era a mesma que reluziu na sua tournée australiana “History”, foi leiloado em Melbourne.

Pagaram por ela 34.000 euros, o que faz supor que o par teria alcançado o dobro do valor.

As luvas do génio, tenho que o dizer, tinham incorporado alguns brilhantes.

Pedras que sem serem preciosas eram bastante bonitas, mas a sua valorização não dependeu dos peritos avaliadores de gemas, mas sim dos admiradores.

Também há aqueles que pagarão um dinheirão por uma pluma do arcanjo S. Gabriel, ou por um botão da interminável casaca de Napoleão ou, para não ir mais longe, por uma aguarela de Hitler na qual se denuncia inequivocamente que as volúveis musas da arte lhe mostraram a sua hostilidade, muito perto da animosidade.



Não é improvável que algum dia alguém se disponha a pagar umas moedas por um fragmento dos discursos de José Sócrates ou de Manuela Ferreira Leite.

Entraram-nos por um ouvido e saíram pelo outro, com excepção dos que ficaram dentro dos ouvidos dos respectivos partidários.

O feiticismo (fetichismo) exige idolatrias e venerações excessivas
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Está patente em todos os povos primitivos e agora, em pleno século XXI, tem que se perguntar que comunidade humana deixou de ser primitiva.





As controvérsias parlamentares não são decepcionantes por uma única razão: os portugueses estão previamente decepcionados.

Figuramos na cauda da Europa, entre outros itens, na educação e nisso que lhe chamam de competitividade, ainda que estejamos dispostos a competir no Afeganistão com mais soldados.

Retrocedemos uma data de lugares na lista em “escadaria” do Banco Mundial, que mede as actividades empresariais, mas os nossos feiticismos (fetiches) políticos continuam tendo os seus admiradores.


MICHAEL JACKSON - HISTORY


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1 comentário:

Táxi Pluvioso disse...

As pérolas do colar da sra Leite também valeriam um dinheirão.