
Não será muito verdadeiro o que diz o refraneiro ou adagiário de que “não há melhor lotaria que o trabalho e a economia”.
Há muitíssimo melhor: o euromilhões ou a lotaria propriamente ditas.
O que se passa é que sai sempre aos outros e a nós não nos calha nada.
Estreou-se em Julho de 2009 em Portugal uma nova modalidade, que poderemos chamar a lotaria dos pobres: os desempregados poderão solicitar o “subsídio social de desemprego” (sob certas condições).
Está aritmeticamente demonstrado que contar com cerca de 14 euros por dia, é melhor que não contar com nenhum, situação que tem a vantagem de não ter necessidade de fazer contas.

Também se deve dizer, em defesa do Governo, que se houvesse menos desempregados talvez calhasse mais a cada um.
A originalidade do sorteio consiste em que não vai haver nenhum contemplado, já que do que se trata é evitar a extensão da desgraça e impedir que cresça a “famélica legião”, (não se ponham eles de acordo para “avançar”).
Os prémios vão ser muito repartidos.
Vão beneficiar todos os 15.000 castigados, carentes de subsídios e que tenham um rendimento do agregado familiar até 461,14 euros.
Inclusivamente quando se reparte a miséria, há descontos.

O ideal de todo o Governo é ter dinheiro suficiente para acalmar os governados, já que ainda não foi inventado um tranquilizante de nervos tão eficaz.
Muitas doenças poderiam evitar-se com um pouco mais de liquidez, sem recorrer aos banhos de mar, que são magníficos, mas geralmente requerem uma idade apropriada.
Quando alguém não aguenta mais, não convém que lhe enfiem um chapéu pela cabeça abaixo.
A ansiedade e o stress estenderam-se a todos nós, por culpa da crise, mas parece-me que a crise não tem culpados.
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Há muitíssimo melhor: o euromilhões ou a lotaria propriamente ditas.
O que se passa é que sai sempre aos outros e a nós não nos calha nada.
Estreou-se em Julho de 2009 em Portugal uma nova modalidade, que poderemos chamar a lotaria dos pobres: os desempregados poderão solicitar o “subsídio social de desemprego” (sob certas condições).
Está aritmeticamente demonstrado que contar com cerca de 14 euros por dia, é melhor que não contar com nenhum, situação que tem a vantagem de não ter necessidade de fazer contas.

Também se deve dizer, em defesa do Governo, que se houvesse menos desempregados talvez calhasse mais a cada um.
A originalidade do sorteio consiste em que não vai haver nenhum contemplado, já que do que se trata é evitar a extensão da desgraça e impedir que cresça a “famélica legião”, (não se ponham eles de acordo para “avançar”).
Os prémios vão ser muito repartidos.
Vão beneficiar todos os 15.000 castigados, carentes de subsídios e que tenham um rendimento do agregado familiar até 461,14 euros.
Inclusivamente quando se reparte a miséria, há descontos.

O ideal de todo o Governo é ter dinheiro suficiente para acalmar os governados, já que ainda não foi inventado um tranquilizante de nervos tão eficaz.
Muitas doenças poderiam evitar-se com um pouco mais de liquidez, sem recorrer aos banhos de mar, que são magníficos, mas geralmente requerem uma idade apropriada.
Quando alguém não aguenta mais, não convém que lhe enfiem um chapéu pela cabeça abaixo.
A ansiedade e o stress estenderam-se a todos nós, por culpa da crise, mas parece-me que a crise não tem culpados.
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