Suponhemos que encontremos”, por casualidade, os ósseos restos humanos, bastante conservados, não estão partidos e a maioria do esqueleto está presente.
Calma, não tens que estar frente à cena de um crime, pode ser um museu, uma faculdade de medicina, frente à televisão a veres os novos achados em Atapuerca …
Como podemos saber com segurança se se tratava de um homem ou de uma mulher?
Escusado será dizer que não temos o dinheiro, nem os meios de qualquer CSI e tão-pouco alguém à mão de semear que nos faça uma análise de DNA à velocidade da luz, para conhecer o sexo segundo os cromossomas que possui.
Somente nos podemos agarrar aos nossos conhecimentos básicos da anatomia e é com isso que nos temos de contentar.
Primeiro temos que recordar que a pélvis é a chave para distinguir os sexos.
Este osso é muito diferente entre ambos e deve-se exclusivamente a uma razão, a pélvis feminina tem uma série de características especiais que permitem a realização do parto.
Ainda que haja outros ossos que nos mostram indícios do sexo – mandíbula, caixa ou abóbada craniana, etc. – o que mais informações nos vai aportar é a pélvis.
Outro facto que ajudaria seria conhecer a densidade dos ossos.
Normalmente os ossos dos homens possuem uma maior densidade que os das mulheres, com a mesma idade.
Mas como não se conhece a idade do esqueleto e esta é difícil de descobrir se não for através de outras tarefas mais complexas, só nos servirá para avaliar todo o conjunto.
Aqui vamos ver como seria a pélvis de cada sexo desde a parte de cima.
As zonas e contornos que vão ser mais importantes para diferenciar o sexo, estão assinaladas por cores.
- vermelho: diâmetro transversal da cavidade pélvica da mulher é muito maior do que o do homem.
Facto totalmente necessário para que a cabeça e os ombros do feto possam passar, quando se desencadeia o parto.
- verde: as “espinhas ciáticas” (protuberâncias ósseas) que estão assinaladas a verde, são muito maiores no homem e encontram-se mais próximas do osso rodeado a azul, que é o cóccix.
- amarelo: o arco por detrás da zona central da púbis - sínfise pubiana – é muito mais amplo na mulher do que no homem.
- azul: nas mulheres, o sacro, junto da púbis, encontra-se deslocado para trás.
No homem vê-se claramente como sobressai.

Como resultado destes quatro factores, a cavidade da pélvis feminina é muito mais ampla que a masculina.

Um truque que pode ajudar para determinar o sexo de uma forma muito fácil – e infantil, diga-se de passagem – é construirmos uma imagem mental da cabeça do Mickey Mouse.
Se o contorno da cavidade da pélvis é como a cabeça de um Mickey Mouse obeso, é provável que seja de mulher.
Se pelo contrário, o contorne se assemelha mais a um Mickey Mouse normal, ou magrito, o mais natural é que se trate de um homem.
Vejamos então a pélvis como se a tivéssemos à frente:

Vemos como o arco púbico (a vermelho) da mulher tem a forma de U invertido, enquanto que o do homem tem a forma de Y invertido.
O arco púbico de maior amplitude da mulher, deve-se ao que foi descrito anteriormente, facilitar a expulsão do feto.

E com todas estas peculiaridades podemos saber, com bastantes probabilidades o sexo.
É claro que há excepções, se se trata duma criança de pouca idade, as diferenças anatómicas da pélvis serão muito mais difíceis de ver.
E também pode suceder, ainda que seja pouco frequente, que uma mulher tenha a pélvis mais parecida com a do homem.
Quando chegasse a hora do parto teria muitas dificuldades ou até ser-lhe-ia impossível levá-lo a cabo (parto natural).
É que as adequações da pélvis feminina são imprescindíveis.
A passagem através de escassos 13 centímetros do canal do parto é uma das viagens mais perigosas que o ser humano realiza.
De facto, o risco de mortalidade durante o parto, é similar ao risco acumulado da pessoa durante 30 anos de vida.
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Calma, não tens que estar frente à cena de um crime, pode ser um museu, uma faculdade de medicina, frente à televisão a veres os novos achados em Atapuerca …
Como podemos saber com segurança se se tratava de um homem ou de uma mulher?
Escusado será dizer que não temos o dinheiro, nem os meios de qualquer CSI e tão-pouco alguém à mão de semear que nos faça uma análise de DNA à velocidade da luz, para conhecer o sexo segundo os cromossomas que possui.
Somente nos podemos agarrar aos nossos conhecimentos básicos da anatomia e é com isso que nos temos de contentar.
Primeiro temos que recordar que a pélvis é a chave para distinguir os sexos.
Este osso é muito diferente entre ambos e deve-se exclusivamente a uma razão, a pélvis feminina tem uma série de características especiais que permitem a realização do parto.
Ainda que haja outros ossos que nos mostram indícios do sexo – mandíbula, caixa ou abóbada craniana, etc. – o que mais informações nos vai aportar é a pélvis.
Outro facto que ajudaria seria conhecer a densidade dos ossos.
Normalmente os ossos dos homens possuem uma maior densidade que os das mulheres, com a mesma idade.
Mas como não se conhece a idade do esqueleto e esta é difícil de descobrir se não for através de outras tarefas mais complexas, só nos servirá para avaliar todo o conjunto.
Aqui vamos ver como seria a pélvis de cada sexo desde a parte de cima.
As zonas e contornos que vão ser mais importantes para diferenciar o sexo, estão assinaladas por cores.
- vermelho: diâmetro transversal da cavidade pélvica da mulher é muito maior do que o do homem.
Facto totalmente necessário para que a cabeça e os ombros do feto possam passar, quando se desencadeia o parto.
- verde: as “espinhas ciáticas” (protuberâncias ósseas) que estão assinaladas a verde, são muito maiores no homem e encontram-se mais próximas do osso rodeado a azul, que é o cóccix.
- amarelo: o arco por detrás da zona central da púbis - sínfise pubiana – é muito mais amplo na mulher do que no homem.
- azul: nas mulheres, o sacro, junto da púbis, encontra-se deslocado para trás.
No homem vê-se claramente como sobressai.

Como resultado destes quatro factores, a cavidade da pélvis feminina é muito mais ampla que a masculina.

Um truque que pode ajudar para determinar o sexo de uma forma muito fácil – e infantil, diga-se de passagem – é construirmos uma imagem mental da cabeça do Mickey Mouse.
Se o contorno da cavidade da pélvis é como a cabeça de um Mickey Mouse obeso, é provável que seja de mulher.
Se pelo contrário, o contorne se assemelha mais a um Mickey Mouse normal, ou magrito, o mais natural é que se trate de um homem.
Vejamos então a pélvis como se a tivéssemos à frente:

Vemos como o arco púbico (a vermelho) da mulher tem a forma de U invertido, enquanto que o do homem tem a forma de Y invertido.
O arco púbico de maior amplitude da mulher, deve-se ao que foi descrito anteriormente, facilitar a expulsão do feto.

E com todas estas peculiaridades podemos saber, com bastantes probabilidades o sexo.
É claro que há excepções, se se trata duma criança de pouca idade, as diferenças anatómicas da pélvis serão muito mais difíceis de ver.
E também pode suceder, ainda que seja pouco frequente, que uma mulher tenha a pélvis mais parecida com a do homem.
Quando chegasse a hora do parto teria muitas dificuldades ou até ser-lhe-ia impossível levá-lo a cabo (parto natural).
É que as adequações da pélvis feminina são imprescindíveis.
A passagem através de escassos 13 centímetros do canal do parto é uma das viagens mais perigosas que o ser humano realiza.
De facto, o risco de mortalidade durante o parto, é similar ao risco acumulado da pessoa durante 30 anos de vida.
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