A chave da felicidade não a possui ninguém e se se encontra por casualidade, mudaram-lhe a fechadura.
Não obstante, todavia, há pessoal que se empenha em pesá-la e medi-la: a revista “Forbes” libertou do seu particular zoológico a última serpente de verão, agora que todos os meios de comunicação se dispõem a abandonar a frivolidade obrigatória do estio.
Mais de dez mil pessoas, procedentes de vinte países diferentes, votaram numa sondagem para averiguar qual é “a cidade mais feliz do mundo”.
Há razões para duvidar de que, nem um só desses eleitores tenha alcançado a categoria de pessoa, mas não devemos duvidar do resultado eleitoral segundo o qual o Rio de Janeiro é a triunfadora.

Também Barcelona (a minha cidade preferida, depois do meu Porto) está muito bem classificada, mas abaixo de Sidney e de Amesterdão.
Nesta lista não saiu Xinjiang.
Onde se situará Xinjiang?
Desditosamente não pude confirmá-lo com quem padeça da mesma rotunda ignorância.
Cheira-me a chinesice.
Recordo-me de ter ouvido que ali, os uigures mantêm uma luta, mas como tão-pouco não sei quem são os uigures, continuo na mesma.
Como é que vão ser felizes ali se, os seus arqui-rivais étnicos, que provavelmente também serão tão-pouco felizes como eles, lhes estão a lançar seringas hipodérmicas infectadas de SIDA?

Mas não se vá tão longe.
As tropas portuguesas no Afeganistão tão-pouco devem desfrutar desse confortável estado de ânimo, apesar da satisfação que proporciona o dever cumprido.
O que o poeta espanhol, António Machado, dava como receita para conseguir a felicidade, “uma boa saúde e a cabeça vazia”, continua em vigor.
Podemos ampliá-la aos que fazem sondagens sobre as cidades onde se escondem e albergam, não se conformam a gozar a vacuidade mental, mas sim aspiram a propagá-la.
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Não obstante, todavia, há pessoal que se empenha em pesá-la e medi-la: a revista “Forbes” libertou do seu particular zoológico a última serpente de verão, agora que todos os meios de comunicação se dispõem a abandonar a frivolidade obrigatória do estio.
Mais de dez mil pessoas, procedentes de vinte países diferentes, votaram numa sondagem para averiguar qual é “a cidade mais feliz do mundo”.
Há razões para duvidar de que, nem um só desses eleitores tenha alcançado a categoria de pessoa, mas não devemos duvidar do resultado eleitoral segundo o qual o Rio de Janeiro é a triunfadora.

Também Barcelona (a minha cidade preferida, depois do meu Porto) está muito bem classificada, mas abaixo de Sidney e de Amesterdão.
Nesta lista não saiu Xinjiang.
Onde se situará Xinjiang?
Desditosamente não pude confirmá-lo com quem padeça da mesma rotunda ignorância.
Cheira-me a chinesice.
Recordo-me de ter ouvido que ali, os uigures mantêm uma luta, mas como tão-pouco não sei quem são os uigures, continuo na mesma.
Como é que vão ser felizes ali se, os seus arqui-rivais étnicos, que provavelmente também serão tão-pouco felizes como eles, lhes estão a lançar seringas hipodérmicas infectadas de SIDA?

Mas não se vá tão longe.
As tropas portuguesas no Afeganistão tão-pouco devem desfrutar desse confortável estado de ânimo, apesar da satisfação que proporciona o dever cumprido.
O que o poeta espanhol, António Machado, dava como receita para conseguir a felicidade, “uma boa saúde e a cabeça vazia”, continua em vigor.
Podemos ampliá-la aos que fazem sondagens sobre as cidades onde se escondem e albergam, não se conformam a gozar a vacuidade mental, mas sim aspiram a propagá-la.
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