O VIDEIRINHO

domingo, setembro 13, 2009

PAELLAS E OUTRAS COISAS

.
COMO SE INICIAM OS CRIMES ...




Armas utilizadas na sua concussão (da direita para a esquerda):


- botija de aço inox de gás espanhol (leva 11 quilos e custa cerca de metade das nossas de 13 quilos.

- sobre a botija, tripé (espanhol) em alumínio, onde assenta o fogareiro a gás com dois comandos


- 3 armas para o crime.
Uma para abater 4 pessoas, outra para 8 e para 18/20

Veja-se que o utensílio se chama paella, bem como o arroz com os diversos ingredientes e não "paellera", como alguns poetas querem fazer passar.
Paellera, seria a pessoa que fez ou faz a paella.

- fogareiro para a paella maior (possui duas entradas de gás, uma para a parte central e a outra para a periferia, para o calor ser distribuído por igual

- segue-se outro tripé (este português, em latão, uma amável oferta, mas pesa quase vinte vezes mais - é exagero, mas não andará longe)


- mais um fogareiro a gás para paellas mais pequenas, com um só comando

.
Podem verificar - ampliando a foto - que os tripés possuem uns "copos" virados ao contrário.
São atarraxáveis, (sobem e descem) para se nivelar a paella, operação imprescindível e importante para se iniciar uma boa confecção
.



Comida da cozinha grega, confeccionada em Portugal, com ingredientes mistos ... mas mais nacionais e sem livro de receitas.
É ao correr do sabor do cozinheiro, que não esmorecendo em ninguém , foi uma boa contratação.


- rolinhos de couve branca com arroz.
Parece-me que na Grécia são feitos com folhas de videira, mas as minhas vinhas, (aqui no quintal) só dão o sumo já pronto

- chocos em molho de tomate e queijo


- lulas recheadas com beringela e cebola em molho de tomate e queijo


- rodelas de lulas fritas, que a máquina fotográfica não apanhou, derivado, talvez de já estarem embaladas na barriga


- choquinhos fritos em manteiga que desapareceram nas calendas gregas


- ovas de peixe com farinha milha, azeite do bom e limão


- chouriço assado


- morcela de sangue assada


- morcela de arroz cozida


- presunto fatiado


- diversos (3) tipos de maionese
Normal, sem ovos, só com ketchup.
Com queijo feta, mas feta mesmo, não o nosso de ovelha e com orégãos.
Com pasta de azeitonas trituradas.


- azeitonas verdes e pretas que aqui não há racismos
, salpicadas de orégãos

Tudo isto colocado na base redonda, onde aterram todos os petiscos, mesmo que entornem (por vezes há ondas alterosas), não sujam a toalha.

Esta base é colocada sobre outra de madeira que tem um prato rotativo.


Para acompanhar, como não posso passar sem praia, (o que desde logo sinto um apelo à água) ... foi uma tintura tinta do Alentejo, Vinha da Defesa 2007 da Herdade do Esporão.

Pena foi que o garrafame estivesse meio cheio e assim, tivemos que continuar com água douto (não é erro, não!) rio, um Cartuxa de 2006, que não é muito apreciado pelos apreciadores destas reuniões de trabalho árduo, mas à falta de melhor ...



Orelha de coentrada e lentilhas com carne de porco e enchidos.
Os panos sobre a mesa, foram o amortecedor das tábuas onde se batiam alguns búzios para extrair o "caroço" que estava dentro e teimava em não sair



Orelha de coentrada e lentilhas com carne de porco e enchidos.
Nesta altura já tinham marchado 4 Kg de búzios cozidos, empurrados com um barril de 5 l de cerveja
.
Daí já não existirem canecas, mas sim copos para empurrar mais 5 l de veludo negro, que não se vê na imagem, por ser feito num garrafão de água (mas sem água!)




Costumo cobrir a paella com panos para não arrefecer e mais importante, para enxugar o arroz e aquecer os camarões, ameijoas com casca e mexilhões meia concha (por cima dos panos, são colocados jornais e abafado tudo durante 5 minutos mais ou menos.

Nem tempo houve para os tirar.


Iniciaram logo o ataque, daí a paella ter o aspecto que tem.


Cheguei "tarde" e a foto foi o que se arranjou.


Foto desfocada.
Nesta altura ainda nada tinha feito mal, penso eu ...

Aqui está a decrescer a olhos vistos e a foto foi a que se arranjou.
Clique para ampliar e poder provar


Ficou divinal

Não é para me gabar, que não gosto nada de deixar de o fazer, digo, que não gosto, mas é a melhor paella de Atântico aos Urais.

E não digo mais!



A construção que se vê ao fundo, com a bandeira hasteada, bem como a que "espreita" atrás dos arbustos, foram o conjunto de captação e elevação mecânica de água, (para outra central).
Estas instalações forneceram ao longo de muitos anos, água à minha cidade.

O Porto.

Eram oito poços de captação interligados.

O rio está ali à "mão de semear", ± 3 a 4 metros abaixo, mas antes das barragens, vinha beijar estas instalações, daí a entrada elevada para o poço seco onde, (no fundo) se situavam os motores elevatórios.
Subia-se por uma escada exterior, que fica nas traseiras, relativamente à foto, até ao cucuruto e depois descia-se para a maquinaria de elevação.

Todo este património está ao abandono.


Os cérebros abúlicos e miseráveis que nos comandam, só pensam no vil metal.

Uma máquina de aferir contadores, peça para um museu, foi desmantelada e vendida para a sucata, isto é recordar ...


Deixa-me calar a mais veemente revolta, (alguém pode revoltar -se com a verdade!).

O "outro" tinha razão : " o povo português é tão rico, que nem necessita de saber ler e escrever", para isso há os iluminados, digo eu.
Esta memória histórica da cidade não tem um único vidro inteiro (nas instalações que captavam e elevavam a água) e o aspecto não é de abandono, porque a Casa do Trabalhador dos SMAS, que vive quase de esmolas, não deixou cair tudo e tem "remendado" o e como pode.

A construção ao fundo e à esquerda, é da secção de canoagem que já teve muitos campeões nacionais e classificações honrosas em Campeonatos da Europa e do Mundo.
Foi recuperada e dotada de instalações sanitárias diferenciadas, com um mínimo de dignidade.


A meio da foto e à esquerda o local onde, no seu interior, se iniciou e findou "o crime"


"Belezuras" do rio


Foto tirada através da porta de entrada, do interior para o exterior.


E assim aqui fica documentado um roteiro dos factos mais importantes, no pequeno mundo dos resistentes, nos últimos tempos.


Só foi superado pelo "combate" entre o 1º Ministro José Sócrates e a líder da oposição, Dr. Manuel Ferreira Leite, (que Deus a tenha em eterno descanso no seu cadeirão) e na companhia do confrantante.

Passem bem e que o tal Deus nos acuda!!!

.

Sem comentários: