O VIDEIRINHO

domingo, setembro 27, 2009

SEXO E SEXO

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Um erro muito frequente entre as pessoas e também entre os casais, é considerarem a actividade sexual como algo que tem que aparecer de maneira espontânea e que é natural que não requeira nenhuma atenção nem preparação.

Inclusivamente chegam a pensar que se é programado perde a graça.

Entendem o impulso sexual como uma sorte da inspiração que os possui e os conduz pelos becos da inquietante interacção sexual.

E é preocupante porque para algumas pessoas o mundo do sexo forma parte do rincão misterioso do ser humano.

Por outro lado também há pessoas que se centram tanto em procurar pontos eróticos e na busca do orgasmo, enfim, nas questões “técnicas”, (as árvores não deixam ver o bosque), que perdem a perspectiva e não permitem que surja esse toque ou passe mágico que uma conduta “normal” bem aprendida, tem.

Mas acima de tudo, para todos os que não têm em conta que qualquer actividade que realizamos, incluída a sexual, para que seja realmente gratificante é importante ter um bom conhecimento e depois … deixar-se levar.

A pincelada artística que nos faz desfrutar, desde uma receita de culinária, como pintando um quadro, ou realizando qualquer actividade criativa, passa por ter, em primeiro lugar, um bom conhecimento da matéria e depois há que deixar-se flutuar ou levar.



A espontaneidade que tanto seduz muitos experts, vem da improvisação que permite ter um bom conhecimento da matéria.

No sexual, isto traduz-se em que é fundamental ter uma boa cultura do sexo.

A aprendizagem do sexo não se pode deixar à improvisação, a educação sexual deveria ser uma matéria prioritária numa sociedade que pretenda que as pessoas aspirem à felicidade.

Umas noções básicas de anatomia e fisiologia sexual, compreender que as nossas reacções, podendo ser condicionantes familiares e sociais, são noções fundamentais para desenvolver normas de conduta sexuais saudáveis e prazenteiras.

A arte do erotismo é também, supostamente, um apreciável conhecimento para o be
m viver.

Hoje em dia, com tanta informa
ção disponível, parece fácil que uma boa parte da sociedade está suficientemente informada, mas verifica-se que não é bem assim.

Em parte pela própria resistência das pessoas à informação; não é fácil explicar aqui em poucas linhas, mas há muitas pessoas desinformadas, que simplesmente não procuram essa informação que poderia ajudá-las.




Por outro lado, fala-se muito de sexo e há muita informação disponível na Internet, mas muitas vezes essa informação é muito pouco fiável e pode criar mais confusão.

Em matéria sexual, com frequência, procura-se sobressair o mais chocante e estrambólico, ou os aspectos mais apelativos do tema.

Assim há uma maioria silenciosa que, muitas vezes, se v
ê aturdida ante uma avalanche de informação que fica muito longe das suas inquietudes e que no lugar de ser útil, só gera a confusão.

Por isso, aconselha-se cuidado aos críticos e selectivos com as fontes de informação sexual.

Numa matéria como o sexo, no qual todo o mundo tem sempre algo que dizer, é primordial e a chave, diferenciar as opiniões dos estudos científicos e conhecimentos profissionais.

A tarefa principal dos sexólogos passa por ajudar a que as pessoas possam aceder a uma informação séria e rigorosa sobre o tema, além de ajudar a explorar aspectos psicológicos que possam interferir na predisposição para o desfrutar sexual e na relação do par ou casal.




Para tua introspecção:

- Como foi a tua aprendizagem sexual?

– O que conta mais para ti, a “técnica” ou a “inspiração”?

– Parece-te que a nossa sociedade tem em conta a aprendizagem sexual?

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