O VIDEIRINHO

quinta-feira, setembro 03, 2009

TORCIONÁRIOS

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O ex-vice-presidente dos Estados Unidos é um defensor da tortura, mas chama-a de outra maneira: “refinada táctica de interrogatório”.

Opina que aos seus abjectos praticantes lhes deve gratidão o povo norte-americano, já que tudo foi necessário para salvar vidas.

Algumas destas extravagantes tácticas, como ameaçar o prisioneiro com a violação da sua mãe, ou matar os seus filhos na sua presença e aplicar-lhe choques eléctricos, estão a ser investigadas por parte do promotor especial, John Durham.

Todos são capazes de lhe pôr os cabelos em pé, incluso ás caveiras.




Conta
Malraux em “A condição humana”, a angústia de uns presos condenados à morte quando não encontraram, na obscuridade, o piedoso veneno que lhes ia economizar a lenta e minuciosa tortura.

Nas guerras sempre aparecem especialistas.

Gente que goza com o sofrimento dos outros, da mesma maneira que jamais escassearam os que se oferecem como voluntários para os fuzilamentos.

Parece que a prestigiosa CIA, com o beneplácito da Administração Bush, viveu um dos seus momentos estrelares, mas todas as polícias secretas são suspeitas.





O poeta cubano, Nicolás Guillén, escreveu nos tempos do sargento Batista, inteiramente transferidos para a época do comandante Castro:
"A pobre Dona Maria, senhora altamente respeitada, com um filho polícia e ela que não sabe de nada".

A investigação dos horrores também requer gente especializada.

A que está a ser levado a cabo pelo promotor Durham, encontrou o mais teimoso inimigo, no vice-presidente Cheney, que não só não encontra como adequadas as suas tenebrosas e repulsivas técnicas de martírio, como está a aproveitar para zurzir em Obama.

Diz que é um tipo brando, incapaz de defender a segurança nacional do seu país.

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