O VIDEIRINHO

quarta-feira, setembro 23, 2009

DEUSES

.


Não peço a Deus para que confunda os gestores da crise económica: já o fez em antecipação.

Até ao ponto de não podermos diferenciar uns dos outros.

Há os que recomendam baixar os impostos para que o dinheiro supervivente circule com alguma liberdade e há aqueles que acreditam que é mais necessário sacá-lo a quem ainda tem algum eurito perdido.

Quais os insignes economistas que têm razão?

Dizia Napoleão, a quem se atribui muitas coisas que nunca disse, que preferia um mau general, a dois que fossem bons.

Evidentemente que não é o nosso caso, onde não há mais que maus sargentos, ou furriéis empurrados pelas circunstâncias, mas teriam que fazer uma reunião debaixo do Estado Maior, para chegar a um acordo mínimo.



A dívida das autarquias, aproxima-se vertiginosamente dos 7 mil milhões de euros.

É que isso de “café para todos” não contou com o inumerável número de convidados, que além de café, pedem farturas, pasteis de nata ou “donuts”, além de um copo para enganar a fome.

Esses matinais comensais são os culpados de que o défice astronómico não pare de crescer e que o povo da rua, que são os que foram postos na rua, como ainda os 250 trabalhadores da Autoeuropa, que estão na borda do barco em desespero.



Tirada daqui


Não diferem muito as técnicas adoptadas pelos dois maiores partidos maioritários.

Agora gritam e berram, vociferam um contra o outro, numa linguagem que todo o mundo fala e os nossos políticos são poliglotas.

No PSD elevam-se as loas à governação democrática do palhaço da Madeira.

No PS só fala Sócrates, os outros rosnam aos adversários.

Todos, como são de educação “esmerdada” não são demasiado violentos e para fora acenam-nos com a panela cheia de sopa.

Pelo sim, pelo não, só necessito de verificar se a porta de casa está bem fechada.

.

Sem comentários: