Já imaginaram se existisse uma vacina contra o amor?
Algo que evite que nos rasguem o coração?
Não deverá ser tão difícil assim, porque ao fim e ao cabo, o amor é somente – e lamento decepcionar os românticos – uma reacção química que não podemos evitar.
Pelo menos até agora.
O truque, consiste em bloquear a oxitocina, também conhecida pela hormona da monogamia, uma substância que libertamos nos momentos de afectividade, ternura e também durante o acto sexual.
De facto, alguns cientistas sustêm que muitas paixões se iniciam com a libertação hormonal que ocorre depois do orgasmo.
A vacina do amor já foi testada de maneira experimental com lobos.
Se se inibir a oxitocina de uma loba, esta deixa de ter parceiro estável.
Prossegue copulando com os machos – e nisso, insistem muitíssimo os cientistas, continua activa sexualmente - , mas não se prende a nenhum deles.
Imaginem as prateleiras de um supermercado, carregadas de embalagens de spray com vacinas do amor.
Seria um espectacular êxito de vendas para não voltarmos a convertermo-nos, nunca mais, em farrapos humanos, depois duma separação sentimental.
Claro!
Se se inibir a oxitocina de uma loba, esta deixa de ter parceiro estável.
Prossegue copulando com os machos – e nisso, insistem muitíssimo os cientistas, continua activa sexualmente - , mas não se prende a nenhum deles.
Imaginem as prateleiras de um supermercado, carregadas de embalagens de spray com vacinas do amor.
Seria um espectacular êxito de vendas para não voltarmos a convertermo-nos, nunca mais, em farrapos humanos, depois duma separação sentimental.
Claro!
E para compor o ramalhete, só falta que comercializem também outro inibidor, o da proteína NF-kB, que nos permitiria apagar da memória as recordações de que não gostamos.
E nesse Verão em que engordaste 10 quilos?
E esse furúnculo no nariz que se notava nas fotos da lua-de-mel?
E aquele noivo que foi apanhado nos braços da sua melhor amiga?
Tudo bem.
Um pouco de inibidor da NF-kB e não voltarás a recordar-te.
Nem dessas, nem doutras coisas.
Literalmente.
Ou talvez, dando azo à imaginação supor, que tal, um detector de maus maridos ou más mulheres?
Outro estudo científico recente, demonstra que homens com uma variante concreta do gene AVPRIA, têm o dobro da propensão a manterem-se como “dons juans” durante toda a vida.
Ou se casarem, de entrar em crise conjugal mais amiúde do que os que não a possuem.
Quem sabe, talvez os testes genéticos para encontrar o parceiro perfeito, sejam possíveis qualquer dia.
Ou a poção mágica para fazer cair aos nossos pés um(a) amante inatingível.
Mas, cuidado com o que se deseja, porque pode converter-se em realidade.
Não há risco, mas tão-pouco recompensa.
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