O VIDEIRINHO

quinta-feira, setembro 10, 2009

CADUCIDADE DO CARISMA

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Ainda que convertamos alguém na sua própria estátua, continuamos a ter que fazer-lhe a barba todos os dias.

O presidente Obama, que foi recebido como a esperança negra, enfrenta agora três negros e árduos problemas.

O pior talvez seja a de reforma sanitária, muito mais dura que a do Afeganistão e a da segurança nacional.

O seu assessor do “emprego verde” teve que se demitir, instigado pela ofensiva republicana, mas isso não é o mais grave para o homem que do dia para a noite, foi aplaudido como o Messias que já ninguém esperava: o pior é que perdeu mais de dez pontos na popularidade ao longo do verão.




Dez pontos são muitos pontos em democracia, onde os combates eleitorais não se resolvem por KO, mas precisamente por pontos.

Comprova-se de novo, que o lugar mais sensível do organismo humano é o bolso.

Aos americanos, incluindo os seus apoiantes, não parece que alguém possa curar-se sem pagar.

Há que ter em conta que nesse grande país, onde há 47 milhões de pessoas sem seguro médico, fracassaram sempre os sistemas de saúde, mas voltando onde íamos: o carisma tem prazo de validade?

A palavra procede do grego e foi adaptada pelo latim.




Hoje entendêmo-la como um dom gratuito que Deus concede a algumas pessoas para atrair ou deduzir.

As etimologias são grátis.

Não é possível que esse dom divino se tenha esgotado a este jovem e corajoso presidente apenas sem usá-lo.

A imprensa do seu país anuncia que afrontará um “duelo de morte” no Capitólio.

Talvez não seja assim tanto, mas pode ficar ferido.

Prometer não custa dinheiro, mas manter o prometido custa um dinheirão.

Algo que nós sabemos disso.

Os Estados Unidos são a nossa universidade à distância e Obama o nosso presidente, ainda que se chame Barack.

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2 comentários:

Táxi Pluvioso disse...

O fofinho presidente Báráque só entusiasmou as velhotas europeias, o resto viu apenas uma poderosa máquina de marketing para matar, impune, (com Bush ficavam todos a chiar), afegãos e paquistaneses.

E ajudar os judeus contra o Irão. Ainda estou esperançado numa guerra, que Bush recusou fazer, e proibiu os judeus de atacar o Irão.

Ah, e a Palestina, claro, mandar dinheiro prós colonatos (dizer o contrário e todos acreditarem).

xistosa, josé torres disse...

Temos que nos vergar aos poderosos.
É por isso que temos cu.
Para o mostrarmos nas reverências.

Sempre esperei que fosse enviada fruta contra o Irão, porque o lobby judeu que comanda a América tem poder e dinheiro.
Ainda não se sabe porque cerca de 3000 judeus não foram trabalhar no dia do "abate" das duas torres gémeas.
Mas a minha inteligência fica aquém disso tudo.
Que se matem ou esfolem e deixem-nos ser esfolados, pelos nossos pequenos políticos.
Um abraço.
Só hoje consegui chegar aqui.