O VIDEIRINHO

sábado, setembro 12, 2009

O BOQUETE

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Olhamos os muros da nossa pátria e não sabemos como tapar as brechas.

Já em devido tempo, quando Portugal estava entre a espada e a parede e começava a ficar só com esta última, alguém disse, não me lembro quem, que éramos grandes “à maneira dos buracos”.

Choveu muito e estiou depois.

Os nossos economistas, uma variação de políticos, demonstraram que são os piores do mundo livre, mas que sejam piores que a carne do pescoço, não justifica que queiramos, pôr-lhes a todos uma corda ao pescoço.

O que sucede é que há que procurar culpados.




O buraco do Estado aumenta de tal forma que quase nos engole, as arcas perdidas da Segurança Social estão esburacadas e deixaram fugir os seus fundos e o desemprego não pára nos sinais.

Não adianta perguntar o que vai ser de nós, porque isso já o sabemos.

Teríamos, também, de saber o que vai ser deles, ou seja, dos ilustres cretinos que nos têm submergido nesta situação.

O Agosto augusto e lento teve pressa em confirmar mais de 9 % de desempregados.

Nem mais nem menos, mas sim mais, mas o Governo, solícito e especialista em rectificações, vai estender as ajudas a todos os desempregados sem rendimentos …




Não só se trata de ajudá-los a eles e deitar-lhes uma mão: é a única forma de que não metam as suas no prato dos que comem.

É certo que o problema é global, mas entre nós dá-se uma peculiaridade lúgubre: estamos à procura dos que furaram o globo.

Em Itália, Berlusconi empreendeu a sua batalha contra a imprensa, (onde já vi igual?).

Acusa-a de inventar calúnias completamente certas e por via disso, “Il Cavaliere” abre a Mostra.

Para a Mostra, basta um botão ou interruptor.

Por aqui acabou-se-nos a praia, que é a nossa grande gala.

O mar é sempre visto pelos banhistas em “cinemascope”.

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